Como Dora & Diego podem ser seus parceiros de trabalho na estimulação da linguagem de seu filho(a) autista.


Dora e Diego são dois primos que dançam, cantam e salvam os animais. Cada um tem o seu próprio desenho animado mas, às vezes, compartilham da mesma aventura. No original, Dora e Diego falam inglês e espanhol. Exibido aqui pelo canal Nickelodeon, eles falam inglês e português.
Os dois desenhos têm o mesmo formato, mas das crianças autistas com quem trabalhei no último semestre, todas elas, ou seja, 100% delas eram loucas por Dora. E se analisarmos a estrutura da estória, vamos encontrar os motivos pelos quais essa fascinação é possível.
Dora começa cumprimentando seus telespectadores e interage com eles. Mas como as crianças autistas podem gostar do desenho se interação social é um dos maiores déficits da síndrome? Acontece que toda vez que Dora faz a pergunta, aparece uma dica visual, uma seta que pisca ao mesmo tempo em que o som do clique de um mouse é ouvido. A criança é forçada a se guiar pela seta e achar a resposta. Essa é a dica que chama a atenção do nosso telespectador.
Quando Dora e Boots (Botas, em português), seu macaquinho, têm dificuldade de achar o caminho a seguir eles chamam pelo Map (Mapa) que tem uma música para sua apresentação tocada em todos os episódios. O Mapa repete o itinerário cinco vezes. Para chegar no seu destino final, o mapa mostra três obstáculos que são iluminados a medida em que são nomeados. Essa parte do espisódio é bastante visual e é feita da mesma maneira todas as vezes.
Por três vezes na estória, Dora precisa da ajuda dos telespectadores e sempre dá uma dica verbal “Say...”( “Diga...”) que é muito comum nas sessões de terapia de ABA.
Outro personagem que aparece uma vez no episódio com 5 itens para ajudar Dora na sua aventura e a Backpack (mochila). Os objetos aparecem em volta da mochila e esta pede ajuda dos telespectadores para decidir qual objeto vai ser mais útil para Dora. A seta aparece mais uma vez com o som do clique do mouse para auxiliar os telespectadores a saber o que vai ajudar Dora.
O desenho é interessante porque convida as crianças a participar e a interagir. As crianças são obrigadas a prestar atenção em todo episódio. Tem uma música curta e cheia de repetição e bastante detalhes.
Se sua criança também gosta de Dora, existem várias maneiras que você trabalhar suas aventuras. Você, pai ou terapêuta, pode trabalhar o desenho animado nomeando os bichinhos que aparecem, simplesmente ir falando as coisas que vão aparecendo para aumentar o vocabulário, ou até mesmo trabalhar a atenção conjunta com frases: “Olhe! Estou vendo...” e encourajar a criança a dizer uma frase de volta a você do mesmo jeito “Olhe! Estou vendo...” para trabalhar discretamente a reciprocidade de uma conversa. Você pode trabalhar imitação quando Dora e seus amigos estiverem cantando. E ainda pode usar da tela do seu televisor para mostrar objetos e apontar para a TV.
Usar os desenhos para aprimorar a linguagem de seu filho autista e estimular a comunicação é uma ótima idéia. Todas as ajudas podem ser depois retiradas para que seu filho (a) participe das interações com você de forma mais independente. Transforme a televisão num parceiro de trabalho e aproveite!!!

Leia mais...

As vantagens das Oficinas Pedagógicas para os adolescentes com deficiência



Aquela criança com deficiência cresceu. Ele já não mais acompanha com sucesso a escola. Os adolescentes do bairro não o convidam para as atividades sociais da idade como ir ao cinema, jogar bola na praça ou apenas conversar na porta de casa. Esse é o dilema de muitos pais. Mas o que fazer com esses adolescentes? Um espaço de aprendizagem como uma Oficina Pedagógica pode ser a solução.
Nesse espaço composto por jovens, em pequenos grupos, desenvolvem-se projetos de leitura, atividades da vida real e tarefas profissionalizantes como bijouterias, tricô, carpintaria ou corte e costura, por exemplo.
O planejamento das aulas deve ter um objetivo imediato e um a longo prazo, mas a interação entre os colegas deve ser sempre incentivada. A promoção do bate-papo eleva a auto-estima dos alunos, valoriza suas opiniões, tornando-os mais confiantes..
É importante ressaltar que o trabalho do aluno numa oficina, apesar de compartilhar de um ambiente coletivo, é individualizado. Já que uma vez interagindo nas atividades, o professor vai percebendo a melhor maneira de trocar informações, respeitando o conhecimento prévio do aluno.
Citando Ariella Medeiros (http://inclusaobrasil.blogspot.com), “as oficinas pedagógicas representam, assim, um espaço concreto e funcional do aprender humano, mas, sobretudo, do emancipar-se da construção de projetos de vida”.
A troca de vivência dos alunos propicia discussões e promove amizades, tornando o dia-a-dia deste aluno produtivo e prazeiroso.

Leia mais...

Juntando as peças - como o quebra - cabeças pode ajudar na inclusão de seu aluno autista




O quebra-cabeça é um brinquedo que pode assustar pelo nome mas, na verdade, ajuda a criança em diversas áreas do desenvolvimento.
Crianças com necessidades educacionais especiais precisam de atividades interessantes para aprender conceitos abstratos como matemática, geometria ou gramática. Porque não transformar o quebra cabeça num parceiro de trabalho?
O professor deve primeiro observar seu aluno para saber que personagem de estória ou desenhos animados ele gosta ou que tema lhe interessa. Depois deve procurar na internet ou em revistas esse personagem (ou tema) e recortá-lo em diversas partes formando diversos quebra-cabeças.
De acordo com Silvia Zatz et alli “montar um quebra-cabeça é uma atividade intelectual que estimula a concentração, a observação e a persistência (...) São apresentados em diversas versões e diferentes, desde os modelos mais simples de 2 ou 4 peças, para crianças bem pequenas, até aqueles que desejam centenas ou milhares de peças. É interessante propôr um desafio crescente para a criança sem forçá-la”1
Existem vários tipos de quebra-cabeças. Os de formato no fundo ajudam na discriminação visual da criança. Os que têm o pegador por cima das figuras favorece o movimento de pinçar, estimulando a coordenação motora fina.
O quebra-cabeça com várias peças e que não tem uma forma definida para as figuras é mais difícil, portanto deve se começar com poucas peças, duas por exemplo. Depois, gradativamente, aumenta-se o número de peças. Mas esse brinquedo tão antigo não serve só para isso!.
Como a atividade de montar as peças requer concentração, a criança fica mais atenta a detalhes e, com isso, aprende a virar a posição das peças para juntá-las. O brinquedo ajuda o autista a associar uma peça a um todo e vice e versa. É difícil no início mas a criança vai lidar com a frustração sabendo que se uma peça não servir naquele canto, pode encaixar em outro.
Ficar sentado numa cadeira com a devida postura fazendo uma tarefa que requer concentração é muito complicado para um autista. Mas como a memória visual destas crianças é forte, o quebra-cabeça pode se tornar um ótimo passatempo.
Crianças com problemas de comportamento em sala podem se beneficiar deste antigo brinquedo. O professor pode colocar duplas de alunos trabalhando num quebra-cabeça , esperando a vez, dividindo não só o mesmo espaço mas também o mesmo brinquedo.
Faça seu quebra-cabeças
Você pode pegar uma caixa de cereal e colocar uma figura grande em cada superfície caixa e fazer, assim, quatro quebra-cabeças diferentes.
Você pode usar caixas de pasta de dente e fazer o mesmo com maior número de caixas. Além da criança manusear objetos grandes, você pode colocar figuras de personagens que motivem seus alunos.
Você pode fazer ainda uma matriz com esboços das peças e, numa atividade de colagem, o aluno pode procurar figuras numa revista e colocá-las na matriz e recortá-las. De repente, você vai ter uma caixa cheia de diferentes quebra-cabeças.

Quebra-cabeças como atividade social

O quebra-cabeça é uma atividade tão interessante que pode ser realizada em grupo ou individualmente. E as duas opções podem beneficiar o seu aluno autista.
É uma atividade tão importante para o desenvolvimento da criança que, no ABBLS (The Assessment of Basic Language and Learning Skills), existe uma sessão só para ele. Primeiro a criança começa aprendendo a fazer o quebra-cabeça simples, depois com peças que se conectam. Após conectar peças com eixos quadrados, vem os quebra-cabeças com peças justapostas e, finalmente, um quebra-cabeças com várias peças sem pistas (moldura ou desenhos).
Para um aluno com desvio de comportamento que tem dificuldade de dividir brinquedos e esperar a vez, o quebra-cabeça pode ser um ótimo aliado do professor. Monte um quebra-cabeça que seja diferente (uma colagem feita pelos próprios alunos, quem sabe…) e peça para que as crianças trabalhem em duplas. Fique perto das duplas que você já sabe, por experiência, que podem ter algum problema. Interfira quando o aluno não estiver sabendo esperar a vez ou esteja a ponto de brigar por uma peça. Elogie cada tentativa por cooperação. Faça elogios sinceros e diretos: “Como vocês estão brincando tão bem!” ou “Estou adorando o modo como vocês dois estão dividindo o brinquedo”.
Se for necessário, escreva num papel as palavras: “MINHA VEZ”, “SUA VEZ” e mostre o cartão para o aluno para sinalizar a troca da vez e ajudá-lo a esperar a hora de jogar. Se a atividade for feita de forma sistemática, digamos duas vezes por semana, aos poucos, eles vão aplicar o que aprenderam em outros jogos, generalizando a idéia.
Para alunos que são muito dependentes de pais ou professoras, fazer um quebra-cabeça ajuda na auto-confiança da criança e na sua independência, já que ela pode sentar num cantinho e realizar um quebra cabeça enquanto a mãe está conversando no telefone ou a professora está atendendo a um outro aluno.
Para as crianças que gostam de ter sempre a atenção de um adulto, vale separar um quebra cabeça simples de 9 ou 12 peças e mantê-lo numa caixa de sapato que tenha a figura do quebra cabeça na tampa. Ponha a caixa num lugar acessível à criança. Ensine a ela um comando do tipo “Faça suas atividades” ou “Vá brincar”. A criança vai até a prateleira, derruba a caixa com as peças, monta o brinquedo e depois coloca as peças de volta na caixa. Elogie o esforço. Para uma criança com transtorno do deficit de atenção, por exemplo, esse é um momento importante onde ela realiza uma atividade que tem princípio e fim. O quebra-cabeça reduz a ansiedade já que é uma atividade completa onde as peças se completam e formam uma figura no final.
De acordo com Shayna Guenther, psicóloga com mestrado em ABA e há mais de 10 anos trabalhando com autistas no Canadá, acredita que “o quebra-cabeças traz previsibilidade, trabalha o cérebro e não requer linguagem ou interação social para realizá-la, talvez, por isso, seja tão popular entre essas crianças”.

A história do quebra-cabeças

O primeiro quebra-cabeça foi produzido por volta de 1760 por John Spilsbury, um gravador e confeccionador de mapas. O produto final tornou-se um passatempo educacional para ensinar geografia às crianças britânicas. A idéia serviu e, até por volta de 1820, os quebra-cabeças tinham somente fins educacionais.
A era de ouro desse brinquedo foi entre 1920 e 1930 com as grandes indústrias como Chad Valley e Victoria da Inglaterra e outras dos Estados Unidos produzindo uma variedade grande de quebra-cabeças como cenas sentimentais ou de ferrovias.
Mas durante a Depressão nos Estados Unidos, no auge de setembro de 1932, os Estados Unidos produziram 12.000 desses brinquedos. Logo depois as vendas cresceram de 100.000 para 200.000 produtos. Você, leitor, pode achar estranho porque um produto não essencial vendeu tanto numa época em que as pessoas não poderiam gastar muito dinheiro. Mas a idéia de comprar um brinquedo não muito caro e que podia ser dado para outra pessoa da família ou amigo, era divertido e diminuía o estresse!

Leia mais...

Idéias para desenvolver a coordenação motora fina da criança

1. Pegue um daqueles vidros de remédio com conta gotas que você tem no armário.
Ensine a criança a apertar a borracha usando o dedo polegar e o dedo indicador. Use um timer e o programe para 5 segundos.Veja quantas vezes a criança consegue apertar. Faça isso várias vezes ao dia com a criança e assegure que ela use ambas as mãos. Esse movimento vai ajudar à criança a ter firmeza ao segurar o lápis para escrever.

2. Esse exercício é muito bom mas funciona melhor se você tiver uma maçaneta redonda.O processo é o mesmo do número 1. Pegue um timer e marque quantas vezes a criança consegue rodar a mão para abrir a porta. Esse movimento é bom para o pulso e, com certeza, vai ajudar a criança a posicioná-lo na hora de escrever.

3. Providencie um daqueles brinquedos de plástico que se coloca na banheira para a criança brincar. Sabe aqueles fáceis de apertar? Brinque com a criança no banho que é mais divertido, mas deixe que ela aperte o brinquedo. Esse movimento ajuda na flexibilidade dos dedos.

4. Arrange um chocalho para o próximo exercício. Você pode inclusive confeccionar um com garrafinhas de plástico de refrigerante e macarrão, milho ou lentilha dentro. Ensine a criança a balançar o chocalho para frente e para trás mas sem mexer o braço, somente o pulso. Se for necessário, nas primeiras vezes, segure o anti-braço da criança para que ela não o mexa. Esse exercício dá mais agilidade para o pulso.

5. Coloque areia numa bacia e faça desenhos junto com a criança. Incentive o uso do dedo indicador na confecção do desenho. Deixe que a criança brinque depois. Explore outras texturas com a criança. Tinta, milho, arroz, creme de barbear, água com anilina colorida e algodão são outros exemplos.

6. Rasgar jornal e papel também ajuda. Você pode convidar a criança para depois fazer uma chuva de papel ou uma grande colagem.

7. Compre uma folha de EVA e recorte algumas figuras (de preferência as preferidas da criança). Por exemplo, se ela gosta de carros,corte figuras de um carro comum, um de corrida e um jipe. Se a menina gosta de brincar de bonecas, corte uma camiseta para boneca, chapéu e bolsinha. Escolha duas figuras apenas para começar. Faça um furo no meio das figuras e entregue um cadarço para a criança. Sentado atrás da criança faça com ela o movimento de constura, enfiando o cadarço nas figuras. Primeiro use sua mão por cima da criança. Aos poucos, faça menos pressão nos movimentos até que a criança coloque duas figuras independentemente. Aí sim você pode incorporar mais figuras. Esse exercício ajuda muito no movimento de pegar o lápis. Aconselha-se começar com figuras de EVA para depois passar a pequenas contas.

8. Ensine a criança a desenhar linhas. Faça primeiro umalinha horizontal _________ e diga a ela: “Copia o que eu faço”// “Faça isso!” e deixe ela copiar. Se a criança não conseguir fazer, utilize a sua mão por cima da dela para que ela consiga sucesso no início. Aos poucos diminua a pressão até que a criança consiga fazer o exercício sozinha. Depois de fazer ________, passe para linha vertical, X, + , O, , D. Mais tarde tente sol, face, pessoa, árvore,etc.

Leia mais...

OBJETIVO

Vocês, educadores, vão encontrar aqui idéias para facilitar a inclusão de alunos com necessidades educativas especiais na sala de aula regular.
Algumas atividades poderão ser feitas em grupos ou individualmente. Acredite no potencial do seu aluno e seja perseverante. Vibre com as tentativas e faça festa com as conquistas. Seja parceiro nessa brincadeira de aprender.


Leia mais...

Combinando letrinhas

Esse jogo é fácil de fazer. Use aquelas revistas que você tem guardado ou mesmo peça para que os pais tragam de casa. Recorte algumas figuras (comece com substantivos primeiro). Escreva a palavra de forma nítida. Coloque várias letras na mesa e peça para a criança achar as letrinhas da palavra. É divertido e você pode utilizá-lo com pequenos grupos. A habilidade de combinar formas, letras ou números é umas das básicas para a leitura. Você pode fazer com padrões matemáticos usando números, formas geométricas e até resultado de continhas. Divirta-se!

Leia mais...

Veja Plano Individual de Educação elaborado para uma aluna do Ensino Fundamental I de uma escola particular de Fortaleza.

Ø Objetivo de linguagem: L. vai ser capaz de escrever o próprio nome em letra de fôrma depois de dois meses.

Ø Objetivo matemático: L. vai identificar os números de 1 a 10 e associar quantidade a números independentemente depois de dois meses.

Ø Objetivo de interação social: L. vai saber interagir com um adulto ou criança sem se irritar ou se aborrecer por 3 minutos, fazendo e respondendo perguntas, depois de dois meses.


Para que esses objetivos sejam atingidos de forma eficiente e sem traumas, alguns passos devem ser tomados:

1. Complete a lista abaixo sobre o interesse de seu aluno:

a) Dois lanchinhos preferidos:____________________ e ________________.

b) Duas atividades que gosta de realizar: _____________________ e _________________

c) Dois brinquedos ou algo tangível que a aluna gosta: ________________________ e ______________________________. (pode ser uma caneta perfumada, adesivo, livro, álbum de figurinha, etc).

Importante: Se você não souber responder aos itens acima, converse com a professora de sala do aluno, observe outras crianças da mesma idade, pergunte ao próprio aluno ou ainda faça as perguntas para a mãe da criança.

Esses itens serão usados para negociar com o aluno. Toda criança precisa de motivação para aprender. Algumas, porém, precisam de um incentivo a mais. Se só forem identificado itens de comida, converse com a família para ela providenciá-los. É fundamental que a criança não tenha acesso a esses items em casa. Por exemplo: se a criança gosta muito de jujuba, ela não terá acesso a jujuba em casa, exceto nos momentos de estudo, na escola.

A recompensa em si é muito importante para manter a criança motivada mas ela deve ser entregue ao mesmo tempo em que a professora faça um elogio ao aluno. Por exemplo, ao final de duas atividades, Liana receberá um pedaço do seu chocolate preferido. A professora entrega à criança e fala: “Muito bem, Liana, você fez suas atividades!”. É importante estar claro para a criança o motivo pelo qual ela está recebendo a recompensa. NUNCA deixe de elogiar porque, com o passar do tempo, as brincadeiras preferidas/ou atividades preferidas/ ou lanchinho preferido serão removidos mas o elogio sempre permanece. Quem não gosta de ser elogiado?

Comece com objetivos simples porém recompensadores. Faça uma tira de cartolina do seguinte modo:

desenhe um quadrado + outro quadrado = recompensa

O que, na verdade, significa: o aluno realiza duas atividades e ao término das duas ganhará a recompensa. Aqui escolhi um R para recompensa mas pode ser um adesivo ou até a figura do objeto de que a criança gosta, o nome da atividade que a criança gosta de realizar ou ainda um pedacinho do lanche que a criança gosta de comer. Depois de duas semanas, a criança vai entendendo o esquema de que tem que trabalhar para ganhar o que gosta. Aí o professor pode fazer o que no ABA se chama “atrasar” a conseqüencia, ou seja, aumentar um quadrado. O aluno terá que realizar três tarefas e depois ganhar a recompensa. Continue aumentando gradativamente o número de tarefas até 10 tarefas realizadas para conseguir a recompensa (quando a criança estiver no terceiro passo dos objetivos, aumente um quadrado; quando ela estiver no quarto, outro; quando estiver no quinto passo, aumente mais um quadrado). Tenha várias atividades, lanchinhos e coisas que a criança goste para você variar, senão terás o que chamamos no ABA de saciação, o que significa dizer que, se for usado a mesma recompensa várias vezes, ela vai perder o poder. Daí a importância de se ter várias cartas na manga.

OBJETIVO DE LINGUAGEM

Materiais necessários:

  • Papéis para traçado;
  • Lápis;
  • Borracha
  • Cartolina com a ficha da recompensa;
  • Objetos para contagem (blocos, canetas, palitinho de picolé, canudos,etc.);
  • Folha para a coleta de dados;
  • Caixa com as opções das recompensas.

Para o objetivo de linguagem, Liana deverá aprender a escrever o nome de forma independente. Para isso serão necessários alguns passos:

1o. passo: Liana vai tracejar o L com a ajuda mão sobre mão da professora depois do comando: “Vamos escrever o L!”. A professora, durante os dois primeiros dias, vai fazê-lo mão sobre mão. Isso deverá ser feito pelo menos 10x por dia.

2o. passo: No terceiro dia, o professor vai anotar o progresso. Ou seja, em vez de fazer mão sobre mão, vai dar uma ligeira pressão sobre o pulso da criança. Se ela o fizer com a ligeira pressão, basta circular o “+” na folha de coleta de dados (veja no final). Se ela não o fizer, basta circular o “-“. Após dois dias com 90% das respostas “+” , passe para o terceiro passo.
3o. passo
: O tracejo agora será apenas no início da letra. Liana será capaz de cobrir o traçado e completar a letra independentemente. Se ela o fizer, marque “+” na folha de coleta de dados. Se não o fizer, marque “-“. Após dois dias com 90% das respostas “+” , passe para o quarto passo.
4o. passo:
Com o mesmo comando durante toda a etapa: “Vamos fazer o L!” , a professora agora vai deixar que L escreva o L independentemente. É importante que as linhas de cima e de baixo estejam presentes para dar um limite para a criança. Se ela o fizer de forma independente, marque “+” na folha de coleta de dados. Se não o fizer, marque “-“. Após dois dias com 90% das respostas “+”, passe para a segunda letra do nome.

Importante: Esse exercício deve ser feito TODOS os dias. O ideal seria 10 vezes por dia. A repetição e a estrutura do programa vão dar uma sensação de rotina e estabilização. Muitas dessas crianças são ansiosas e não entendem a noção de tempo. A rotina as ajuda muito. Quando for seguir para a segunda letra do nome da criança, faça passo a passo, como foi exemplificado anteriormente. Não esqueça a primeira letra. A criança vai escrever o L independentemente (como treino e aperfeiçoamento) e fazer a segunda letra passando por todas as etapas descritas acima.

OBJETIVO MATEMÁTICO

Materiais necessários:

  • Uma caixa com vários blocos ou giz de cêra ou quaisquer outros objetos que sirvam para contagem. É importante variar o objeto para que a criança não ache que só pode contar blocos de lego ou gizes de cêra.
  • Números de 1 a 10 escritos separados em pequenos quadrados de papéis. Eles podem ser impressos no computador ou escritos a mão. Se você for optar por escrevê-los com canetinha, opte por uma única cor. O motivo é simples: muitos alunos têm a memória muito boa, você pode se iludir achando que eles aprenderam os números quando, na verdade, eles fizeram a relação cor e número.
  • Folha de coleta de dados.
  • Caixa com as opções de recompensa.

1o.passo: O professor vai colocar três números enfilerados em uma linha horizontal de frente para a criança e dizer: “Me dê o número ___”. Teste todos os números de 0 a 10. Se a criança entregar o número correto por duas vezes, ela o reconhece. Se a aluna não entregar o número pedido uma vez ou nenhuma vez das duas vezes, mostre a ela qual o número e pratique perguntando por ele várias vezes. O ideal é que isso seja feito 10x por dia. Ponha sempre três números porque você terá mais certeza de que o aluno o reconhece já que ele tem 33,33% de chances de lhe entregar o correto.
2o. passo
: Coloque o número 1 na frente da criança. Coloque uma caixa com alguns blocos próximo a criança. Diga: “Me dê UM bloco”. Comece com mão sobre mão. E somente com o número um. Varie os materiais mas os ponha próximos ao aluno. Peça um giz de cera. Peça um adesivo. Utilize objetos que a criança use no dia a dia ou objetos preferidos dela. Use a mesma tira de cartolina com duas tarefas e depois a recompensa. Depois de dois dias praticando, comece a fazer anotações na folha de coleta de dados. Deixe sempre a dica do número em frente a criança para que ela tenha um apoio visual.
3o. passo
: Depois que a criança consegue 90% das respostas corretas, reduza a ajuda mão sobre mão mas faça a quantidade UM usando os dedos mais o número em frente a criança. Depois de 90% da criança entregar a quantidade 1 de forma correta, retire o apoio visual, mas continue fazendo a quantidade com os dedos.
4o. passo
: Agora pedindo 1 giz de cera, por exemplo, fazendo o numeral com os dedos, varie mais ainda os materiais. Depois de 90% de respostas corretas, não faça mais o numeral usando os dedos. A criança agora só terá o apoio da fala. Com 90% das respostas corretas, passe para o número 2.

Importante: Siga os mesmos passos até o número dez. Varie os materiais para ficar mais divertido e facilitar a generalização. Quando for, por exemplo, ensinando o número dois e tiver no 3o passo, intercale com o número 1 (já aprendido). Sempre que seguir para o próximo número, não esqueça de pedir também a quantidade dos números anteriores para que a criança os pratique. Essa tarefa é um pré-requisito para que o aluno assimile as continhas de adição e subtração.

OBJETIVO DE INTERAÇÃO SOCIAL

Materiais necessários:

ü Objetos que sejam atraentes para a criança;

ü Um texto pré-preparado pela professora para que ela possa recorrer a ele sempre que necessário.

ü Umas figuras recortadas para ajudar o aluno. Sugere-se umas 20 figuras diferentes.

1o.passo: O primeiro passo seria L. olhar para a pessoa quando esta citar seu nome. Exemplo: a professora fala: - L.? L. olha e diz: - Sim!. Após 90% de respostas positivas, vá para o passo 2.
2o.passo
: A professora deve continuar trabalhando indiretamente o primeiro passo. O segundo passo é :- Olá L., como vai você? . L. deve responder: - Vou bem e vc?. É interessante que L. responda de volta para que promova interação. Após 90% de respostas corretas, siga para o 3o. passo.
3o.passo
: L. deve responder as perguntas da professora com Sim ou Não. Prepare uma folha com letras grandes e de imprensa (para incentivar a leitura): VOCÊ GOSTA DE.....? E L. terá que responder: SIM ou NÃO (escreva essas palavras de forma grande em dois papéis diferentes). Recorte figuras de revista como: bolo, boneca, bichos, sapo, barata, aranha (para o NÃO), escola, jogos, praias, etc. Depois de 90% de respostas corretas, passe para o 4o.passo.
4o.passo
: Agora L. terá que não só que responder à pergunta com SIM ou NÃO, mas perguntar à outra pessoa: VOCÊ GOSTA DE...? Não só a professora faz a pergunta como L. pergunta de volta também. Esse estratégia é um pré-requisito para uma conversa. L. pergunta de volta e esperará a pessoa responder. Depois de 90% de respostas corretas, passe para o 5o.passo.
5o.passo
: Agora a conversa vai ser aumentada para QUAL O SEU FAVORITO?.A conversa começaria com : - L.? Você gosta de bolo? (Liana responde SIM e você, gosta de bolo?) Sim! L. pergunta: Qual o seu favorito? E a professora responde. Quando L. começar a perguntar será a chance dela responder. É muito importante a reciprocidade da conversa (uma pessoa pergunta e a outra responde e pergunta outra vez). Depois de 90% de respostas e perguntas de qual o seu favorito?, passe para o 6o.passo.
6o.passo
: L. vai responder as perguntas e fazer as perguntas sem a pista visual ou escrita. Teste primeiro sem as figuras recortadas. Se L. for capaz de fazê-lo, retire as pistas com as perguntas escritas. Se ela for capaz de fazê-lo, passe para o 7o.passo.
7o.passo
: Varie as pessoas para conversar com L. Chame crianças que gostariam de cooperar e que o façam com paciência. Peça a ajuda de outros profissionais da escola para interagir com L. Se ela o fizer por dois dias consecutivos, 90% de interação correta,o programa foi concluído.
Importante
: Não deixe de usar as recompensas acompanhadas de elogios. Se Liana pular umas das etapas independentemente, reforce com uma super recompensa. É importante que ela saiba que se esforçar um pouco mais, vale a pena, porque a recompensa é dobrada.

FOLHA DE COLETA DE DADOS

Nome do aluno:_________________________. Nome do professor: ________________.

Objetivo trabalhado: ( ) LINGUAGEM ( ) MATEMÁTICO ( ) INTERAÇÃO SOCIAL

Passo:

Data:

1a.sessão

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

Percentagem:

Nome do aluno:___________________. Nome do professor: ______________________.

Objetivo trabalhado: ( ) LINGUAGEM ( ) MATEMÁTICO ( ) INTERAÇÃO SOCIAL

Passo:

Data:

1a.sessão

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

Percentagem:

Nome do aluno:____________________.Nome do professor: _____________________.

Objetivo trabalhado: ( ) LINGUAGEM ( ) MATEMÁTICO ( ) INTERAÇÃO SOCIAL

Passo:

Data:

1a.sessão

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

Percentagem:

Nome do aluno:_____________________. Nome do professor: ____________________.

Objetivo trabalhado: ( ) LINGUAGEM ( ) MATEMÁTICO ( ) INTERAÇÃO SOCIAL

Passo:

Data:

1a.sessão

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

Percentagem:

Nome do aluno:__________________. Nome do professor: _______________________.

Objetivo trabalhado: ( ) LINGUAGEM ( ) MATEMÁTICO ( ) INTERAÇÃO SOCIAL

Passo:

Data:

1a.sessão

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

+ -

Percentagem:


Leia mais...